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Fernando Calado Rodrigues

O celibato numa sociedade erotizada

Na sociedade ocidental passou-se de uma sexualidade reprimida e escondida para a sua banalização e exposição. Esta transformação sucedeu sem que, em paralelo, a sociedade tenha feito qualquer investimento sério na formação para a vivência da sexualidade de adolescentes e jovens. Por isso, entre a forma como se vivia "antigamente" e algumas manifestações atuais de libertinagem, parece ter ficado por encontrar, algures, um ponto de equilíbrio.

Fernando Calado Rodrigues

O sexo dos padres

Nada do que se diga ou escreva em defesa da Igreja pode servir para desvalorizar os abusos sexuais de crianças no seu interior. Nem que seja apenas um, em todo o Mundo, será sempre um crime hediondo e um pecado gravíssimo, que deve mobilizar todos os católicos na luta pela sua erradicação. Qualquer tentativa de encobrimento desse tipo de comportamento - ou negligência na sua prevenção, denúncia e punição - configura uma nova violência contra quem já sofreu o abuso.

Fernando Calado Rodrigues

Cristãos regressam a Nínive

A cidade bíblica de Nínive, mencionada no Livro de Jonas, deu o nome à província iraquiana de Ninawa, onde se situa a terceira maior cidade do país: Mossul. Esta foi ocupada pelo autoproclamado Estado Islâmico entre junho de 2014 e dezembro de 2017, tendo esse grupo terrorista promovido uma limpeza étnica e religiosa. Todos os que não professavam a fé em Alá, segundo a tradição sunita, ou se convertiam, ou tinham de abandonar a região para salvar vida. Mesmo os sunitas mais moderados ou os xiitas não escaparam à perseguição, mas a intolerância religiosa fustigou particularmente os islamitas curdos e os cristãos da região.

Fernando Calado Rodrigues

A Igreja de Francisco é mais evangélica

O Papa Francisco obrigou a Igreja a corrigir a sua posição em relação à pena de morte. Até agora, como se podia ler no Catecismo da Igreja Católica, em "casos de extrema gravidade" admitia-se que se pudesse aplicar essa pena. O Papa Francisco mandou corrigir o artigo 2667 para que fique claro que o discurso oficial da Igreja não aprova, em nenhuma circunstância, a pena de morte. Este passou a dizer que "a Igreja ensina, à luz do Evangelho, que "a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa" e empenha-se com determinação a favor da sua abolição em todo o Mundo". Esta formulação integra uma citação de um discurso do Papa Francisco em 2017.

Fernando Calado Rodrigues

A encíclica que quase permitiu os contracetivos

Paulo VI chegou a aprovar, no dia 9 de maio de 1968, uma encíclica em que não se opunha ao uso de contracetivos. Estava destinada ser publicada com a data de 23 de maio, o dia da Ascensão. Foi mesmo impressa a sua versão oficial em latim com o título "De nascendae prolis" (sobre o nascimento das crianças). Porém, quando estava a ser traduzida para outras línguas, surgiram dúvidas e Paulo VI travou a sua publicação. Mandou reescrevê-la e acabou por publicar a "Humanae Vitae", com data de 25 de julho desse mesmo ano. Esta manteve a doutrina tradicional da Igreja Católica de só admitir os métodos naturais de contraceção.