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Rui Sá

Fado tropical

Não sei se lhe acontece, mas a mim, quando algo me incomoda parece que há uma dor interior que, na lufa-lufa do quotidiano muitas vezes esqueço, mas que está sempre lá, cravando os dentes no pensamento. E que apesar de a sentir, tenho, por vezes, de perguntar a mim próprio a sua origem. Pois eu funciono assim e, nos últimos tempos, esse incómodo é o que se passa no Brasil e a real possibilidade de as eleições serem ganhas por um fascista. Sendo certo que há fascistas à frente dos destinos de outros países, mas o Brasil é... o Brasil.

Rui Sá

Os poderezinhos

Quem exerce funções de gestão pública tem prerrogativas que lhes permitem tomar decisões, muitas vezes com o poder discricionário que a lei lhes concede. Espera-se, sempre, que esse poder seja tomado com critérios de transparência e movido pelo interesse do país (ou do município, ou da freguesia) e pela defesa da causa pública. Sendo que essas decisões devem ser escrutináveis publicamente. Apesar destes princípios democráticos, há detentores de cargos públicos que exercem o poder sem os terem em conta, antes o utilizando para satisfazer os seus mesquinhos interesses, muitas vezes em atos vingativos pessoais.

Rui Sá

Não é por amor…

É conhecida a anedota em que um amigo pergunta ao noivo: vais casar-te por amor ou por interesse? Ao que este responde: deve ser por amor que eu, nela, não tenho interesse nenhum! Foi esta anedota que me veio à cabeça quando ouvi António Costa, em entrevista à TVI, afirmar, relativamente ao PCP e ao BE, que "dá para sermos amigos mas não dá para casar". Porque, tal como o protagonista da anedota, é evidente que António Costa encara o "namoro" com os partidos à sua Esquerda por interesse mas sem amor...