O Jogo ao Vivo

Imagens

Últimas

Manuel Serrão

O meu jardineiro tem um Bentley

É dos cânones que a primeira crónica do ano seja cronicamente uma crónica diferente. Como não queria cair na muleta dos balanços, que isso já sei que existirão muitos, variados e para todos os gostos, demorei algum tempo até encontrar uma inspiração que me iluminasse. Como acontece muitas vezes o segredo estava à mão de semear, que é como quem diz debaixo de um olhar. Bastou folhear a última edição do ano de 2019 do nosso JN para descobrir num ápice a deixa para a minha primeira crónica de 2020.

Manuel Serrão

Livre é só RIR até dizer Chega

Comungo com o senhor presidente da República da mesma preocupação com o aumento da abstenção verificado nas últimas legislativas. Mas já não partilho a sua estupefação por isso ter acontecido nas eleições com o maior leque de opções de voto possíveis, 21 ao que parece. Mais uma vez aqui a quantidade não foi nem é sinónimo de qualidade. É por isso que conhecido o panorama também não acredito nas teses de que estamos no advento de uma iminente pulverização partidária.

Manuel Serrão

Bitaites sobre Salazar

A mocidade portuguesa dos dias de hoje não sabe nada de Oliveira Salazar. Eu próprio, que já não sou menino e moço, sei de Salazar o que me contaram e o que tive curiosidade de ler. Muito pouco, quase nada! Mas também não sinto falta. Há tantas coisas mais importantes para a minha vida de hoje que também não sei! Quando ele caiu da cadeira (e simultaneamente do poder) as minhas preocupações eram outras e os meus conhecimentos orientados para outros caminhos como aprender a ler e a contar sem ser pelos dedos... Aprender a contar as histórias que lia levou mais uns tempos e não sou capaz de dizer se fui beneficiado ou prejudicado. Limito-me a ser um homem de outros tempos como hoje a minha filha também de outros tempos é e eu não me atrevo igualmente a julgar se os tempos que passam são melhores que os tempos que estão ou ainda virão.

Manuel Serrão

O novo direito a votar contra

Esta crónica pretende ser uma espécie já de crónica da rentrée, embora os nossos partidos políticos só estejam a marcar as rentrées lá mais para a frente. Sei que um artigo a pedir uma reforma da lei eleitoral não colherá nenhum fruto para as eleições de 6 de outubro, mas também não é esse o meu objetivo. Também sei por experiência que a tradição das alterações à lei eleitoral costuma ser apresentada a meio da legislatura, para que depois a discussão dos pontos mais quentes se arraste até perto do final do mandato dos deputados, podendo ser assim inviabilizado com a desculpa de que as eleições estão à porta. Daí que tenha optado por fazer esta proposta inocente, mesmo antes de saber quem são os deputados da nova legislatura, só para ver se com tanta antecedência se conseguirá algum resultado.