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Manuel Serrão

Fora da caixa, dentro do Porto

Nos dias que correm está super na moda falar em fazer coisas fora da caixa, ter ideias fora da caixa. Como também não podia estar mais na moda gostar da nova vida da Baixa do Porto, adorar lá andar a passear, às compras, a jantar e a beber um copo pela noite dentro ou muito simplesmente... a ver o movimento. Admito que possa ser considerado apenas mais um desta "corja", (como agora alguns nos tratam), mas na semana passada fui conhecer um espaço que, na verdade, é um surpreendente conjunto de espaços, que é verdadeira e realmente a primeira grande coisa que conheço fora da caixa na Baixa do Porto.

Manuel Serrão

Uma conversa acordada

Esta semana, em conversa acordada com um amigo escritor, que por acaso também tem presença frequente na Imprensa nacional, demos por nós a discutir a diferença que tem existido entre quem se deixa regular pelas novas regras do Acordo Ortográfico e quem insiste em continuar a mover-se no universo da agora chamada antiga ortografia. Também aqui no JN existem alguns textos e crónicas que no seu final advertem os seus leitores de que o autor escreveu segundo essa dita antiga ortografia.

Manuel Serrão

Venham ter connosco aos Aliados

Na última passagem de ano falhei o encontro com o meu amigo Pedro Abrunhosa (e com mais 200 mil pessoas...) na Avenida dos Aliados porque já tinha assumido um compromisso fora da cidade, mais concretamente em Viseu, outra cidade de que também gosto muito, a par do Porto e de Guimarães, para falar só no top 3. Para quem possa estranhar esta minha entrada (na crónica, não no ano de 2019...) esclareço com gosto que uma das novas músicas com que Abrunhosa pôs a Baixa do Porto a dançar no réveillon chama-se exatamente "Vem ter comigo aos Aliados".

Manuel Serrão

Já não há segredos

Agora é que já não há dúvida nenhuma de que a tradição já não é o que era. Acho especialmente curioso ter chegado a esta conclusão no início de uma quadra em que a tradição ainda vai tendo uma grande força. Desde logo na gastronomia associada. Contam-se pelos dedos de uma mão as pessoas que eu conheço que na quadra natalícia não tocam ou nem sequer cheiram um bocadinho de bacalhau. Claro que fazendo jus à nossa convicção de que os portugueses inventaram quase mil maneiras de tratar o bacalhau, a tradição reveste-se de várias formas, normalmente assado, anormalmente cozido com todos ou sem eles, disfarçado em farrapo-velho e servido em camas diversas de couve, batata, azeite e cebola. Mas a verdade é que não conheço ainda ninguém que me diga que na consoada ou no almoço de Natal vai comer bacalhau desconstruído, espuma de bacalhau ou qualquer outra forma mais artística de apresentar este fiel amigo. Apesar da "enxurrada" de estrelas Michelin e restaurantes gourmets que já se encontram instalados um pouco por todo o país. Diria que a unanimidade começa e acaba no bacalhau, mas no que toca ao segundo prato o leque de opções também não é muito variado. Podemos falar do polvo em arroz e em filetes, muito popular nas zonas transmontanas, no cabrito, que é uma iguaria que vive de mãos dadas com este tipo de festas um pouco por todo o país, e ainda arrisco o cozido à portuguesa, que há também quem aproveite o pretexto de Natal para dar uma estalada num belo de um cozido.

Manuel Serrão

O Porto é uma enorme cumplicidade

Estava eu a semana passada numa sessão do Clube dos Pensadores no Holiday Inn de Gaia, a debater o Norte e o Porto com os meus amigos e cúmplices Júlio Magalhães e Pedro Abrunhosa, quando me ocorreu o título desta crónica. O Porto, mais do que uma cidade, é uma enorme cumplicidade. Claro que eu penso no Porto quase todos os dias e a todas as horas porque foi no Porto que nasci, é no Porto que vivo e acima de tudo tenho a suprema felicidade de adorar esta cidade e os seus habitantes. Mas é em momentos como este que acabei de referir que nos preocupamos mais em tentar perceber não só o que é o Porto, mas também o que o Porto tem de melhor e em que é que o Porto é único, no sentido de diferente de todas as outras cidades.

Manuel Serrão

Olá Maria e boa sorte!

De cada vez que consigo resolver um mistério na minha vida ou vejo que esse mistério aparece resolvido, é mais um dia feliz que acrescento à minha existência. Ontem foi mais um dia desses! Um dos mistérios que eu carregava há já alguns anos era o de não saber por que motivo nunca a Maria Cerqueira Gomes tinha sido alvo da cobiça concreta e efetiva de um dos três principais canais generalistas. Não me parece que fosse preciso ser um expert na matéria para perceber em pouco tempo que as qualidades desta apresentadora de televisão pediam meças a muitas outras colegas que se foram perfilando (e muitas delas logo despachadas em pouco tempo) nalguns dos programas de maior audiência dos últimos anos, nos vários canais de televisão.