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eduardo pinto

E quem paga é… a vaca

Nunca fui grande adepto de carne de vaca. Para ser sincero, em criança e na juventude detestava-a. Só comia se a minha mãe me obrigasse e era ao faz-de-conta. Preferia ficar com fome do que engolir aquilo. Não, não era vegetariano. Na altura, nem se falava disso. Tampouco se falava do aquecimento global. Já estava bem entrado nos vintes quando me aventurei. Mas não por uma qualquer. Ainda hoje prefiro se for certificada e nada de mal passada. Mesmo assim chega-me ao prato uma ou duas vezes por mês. E se não chegar nenhuma não há problema.

alexandra figueira

Os 20s desta vida

Queres ter um bom emprego, com bom salário? Escolhe bem o curso que vais tirar. Se tiveres nota para lá chegar. Este ano, metade dos candidatos ao ensino superior entrou no curso desejado e a esmagadora maioria (90%) encontrou um lugar numa universidade ou politécnico. Mas isso não significa que estejam todos em igualdade de circunstâncias. Os cursos e as instituições não são todas iguais, não dão acesso ao mesmo tipo de trabalho, com remunerações equivalentes.

salomé filipe

"...porque a minha mãe teve uma amiga que morreu no mar"

Desde pequena que brindo quem está comigo na praia com o alerta "entra com calma na água". E se a pessoa barafusta, é certo e sabido que eu acrescento sempre "porque que a minha mãe teve uma amiga que morreu no mar". Não há verão que não repita o triste episódio. Faço-o mais do que uma vez por época. É que teve mesmo. A minha mãe, em jovem, teve uma amiga que entrou em paragem cardiorrespiratória, ao mergulhar no mar gelado depois de horas seguidas de exposição solar. Alertar para os múltiplos perigos do mar (e dos rios, riachos e afins) nunca me parece excessivo. Muito menos em dias como hoje.

helena teixeira da silva

7 lugares do medo e 6 razões para ir a Amarante

O verão é dedicado ao romance - ao real e ao literário. A maioria vive o amor como um intervalo da vida, férias do que nos consome, espécie de bálsamo para o outono-inverno que há-de seguir-se. E depois, tudo outra vez. Está mal. O romance, o real e o literário, não devia ser encaixado na pequena gaveta de verão, como se sujeito a um interruptor que se liga e desliga de acordo com o tempo, o que nos sobra e o da meteorologia. O romance não é para dias quentes nem para dias livres, o romance é para todos os dias. Coisa diferente é a poesia. Mesmo se normalmente vem embrulhada em livros mais pequenos, exige muito mais espaço mental do que qualquer narrativa de quinhentas ou mais páginas. O verão, nessas horas largas que se estendem pelos dias, é o momento certo para ler poesia.