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salomé filipe

Devagar, devagarinho

Assinala-se hoje um ano desde o início da pandemia, no nosso país. Os números continuam bem mais baixos do que estavam há umas semanas. Já só três concelhos estão em risco extremo de transmissão e os novos casos regressaram aos níveis de setembro. A situação parece, aos poucos, devagar, devagarinho, estar a caminhar para a estabilidade. E mais de 265 mil portugueses já receberam as duas doses da vacina. Um caminho lento, mas esperançoso, visto que lá fora, no Reino Unido, a vacinação dá mostras, aparentemente, de estar a resultar.

joão vasconcelos e sousa

As autárquicas já mexem... e o PSD procura um rumo

As autárquicas deste ano ainda não estão agendadas mas já começam a agitar os partidos, em particular o PSD. Esta semana, no dia em que cumpriu três anos na liderança, Rui Rio admitiu que estas eleições são "vitais" para o partido. Na mesma entrevista, rejeitou apoiar Rui Moreira à Câmara do Porto e arrasou Carlos Carreiras, autarca de Cascais e ex-coordenador autárquico laranja, a quem culpou pelos resultados de 2017. Algo aqui não bate certo.

arnaldo martins

Chorar por uma palhinha

Temos caso no futebol português. Nada de novo, portanto. Palhinha viu o quinto cartão amarelo no Bessa frente ao Boavista, o árbitro Fábio Veríssimo disse, a posteriori, que errou, o Sporting entregou uma providência cautelar no tribunal e o castigo foi suspenso, tendo o jogador sido utilizado por Rúben Amorim no triunfo (1-0) do Sporting sobre o Benfica. A Federação Portuguesa de Futebol vai agora recorrer para o Supremo Tribunal do provimento dado ao recurso do Sporting e o caso promete dar que falar.

erika nunes

A elevada probabilidade de a culpa ser do sistema

Os escândalos das vacinas contra a covid-19 estarem a ser aplicadas em pessoas não prioritárias marcou a semana noticiosa. A história dos funcionários da pastelaria vizinha do INEM fez rolar cabeças, mas foi só o prelúdio de um folhetim sem fim à vista onde se escrutinaram opções de vacinação de dirigentes de instituições, autarcas, seus familiares e até líderes das paróquias. Por fim, o coordenador do plano de vacinação demitiu-se (por outros motivos, alegou, mas já o folhetim se alonga).Ficámos hoje a saber que houve um mal-entendido, em muitos casos. A Administração Regional de Saúde do Norte terá escrito, na ordem de serviço, que os diretores dos lares estavam entre os prioritários para receber a vacina, mas faltava lá a designação de "técnico". A ideia era vacinar os diretores técnicos, que têm contacto com os utentes, e não os gestores que administram à distância.Não fosse Portugal o país onde frequentemente as leis contêm erros e omissões deste género e a culpa acabava por ser atribuída ao anónimo sistema e talvez não tivéssemos de ficar preocupados com o relato de que os alemães que vieram ajudar no combate à pandemia poderão fazer do país ao regressarem à terra da organização-como-ar-que-se-respira. É que, entre as críticas mais dolorosas ao que está por detrás da segunda vaga, a falta de planeamento e de coordenação será a mais difícil de explicar às gerações futuras. Mencionar um sistema anónimo e todo-poderoso não pode ser escapatória para quem tem responsabilidade sobre milhares de vidas perdidas.

miguel amorim

Adeus Sir Tom Moore, o mundo fica mais triste

Tom Moore deixou-nos. Mais uma vítima de covid. Mas afinal quem era Sir Tom Moore e qual a sua importância? O inglês saltou para a ribalta ao dar 100 voltas em torno do jardim de casa, no dia seu 100º aniversário, arrecadando com o desafio 37 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde britânico, muito acima dos 1128 euros a que se tinha proposto. Esta terça-feira, a pandemia, contra a qual ajudou a lutar, aliada a uma pneumonia, derrotaram-no. Sem o velhinho herói, o mundo fica ainda mais triste.