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salomé filipe

Não bateram leve, levemente

As rajadas de vento de sábado quase que ainda se ouvem. Pelo menos nas zonas afetadas pelo furacão Leslie. Basta olhar em volta, para a destruição que três dias depois ainda paira pelo centro do país. Olha-se e ouve-se na cabeça as rajadas, que arrasaram produções de milho e deixaram milhares de pessoas sem água, luz e telecomunicações. O vento não bateu leve, levemente, como os flocos brancos da "Balada da Neve" de Augusto Gil. Bateu forte e causou milhões de euros em prejuízos, que ainda estão a ser contabilizados. Bateu forte, como a onda que virou a traineira Mestre Silva, ontem, ao largo de Esmoriz. E ainda há três pessoas desaparecidas à conta dessa tragédia.

helena teixeira da silva

Quando a ficção está mais perto da verdade

Somos ratos na roda a discutir um mundo em que a ficção parece mais estar mais perto da verdade do que a realidade. E os últimos dias demonstram que a forma como discutimos esse mundo, seja o entorpecimento do Brasil, o encobrimento de Tancos ou o caso Ronaldo, revelam mais de nós do que do mundo. Revelam a nossa intolerância, a nossa incapacidade para pensar primeiro e falar depois e sobretudo uma desesperança que parece não conseguir não crescer.