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arnaldo martins

Mundos paralelos na asfixia da classe média

A bola rola por vários campos, a maioria ainda sem público, com Portugal a abrir uma exceção nos Açores, onde o Santa Clara - Gil Vicente, da Liga, já teve 10% da lotação do recinto. O mercado de transferências, que fecha amanhã em Portugal, é hoje particularmente ativo na Invicta, com o F. C. Porto a vender Danilo (Paris Saint Germain) e Alex Telles (Manchester United). Os valores não foram oficializados, mas em conjunto as saídas devem render 38 milhões aos cofres da SAD portista. Um valor que será liquidado de forma faseada e que depende também da concretização de alguns objetivos. O campeão nacional perde dois titulares e Sérgio Conceição, que já sabia atempadamente do cenário, terá agora de criar novas soluções.

miguel conde coutinho

Os dias que correm tristes

Está a ser uma semana particularmente difícil para a Cultura nacional e internacional, marcada por duas perdas irreparáveis: Jorge Salavisa, coreógrafo, bailarino e nome essencial da história da dança nacional, morreu, aos 81 anos, deixando obra e um percurso que lhe garante um lugar único nas artes performativas portuguesas; Quino, o inteligente e talentoso ilustrador que deu corpo e voz a Mafalda, a menina ousada, convicta e consciente dos problemas sociais e políticos que afligiam (e ainda afligem) o Mundo, também nos deixou, aos 88 anos. A comoção foi geral.

ana gaspar

Inquérito ao Novo Banco era incontornável

Os milhões entregues pelo Estado ao Novo Banco são invariavelmente alvo de arremesso político sempre que os partidos reivindicam medidas como a redução do IVA da eletricidade ou investimentos no Serviço Nacional de Saúde e na educação. As notícias de negócios possivelmente dolosos para a instituição não abonam a favor da gestão, nem da credibilidade do banco, e reforçam os argumentos de que o investimento público podia ter sido menor, caso tivesse sido melhor gerido.

arnaldo martins

Vai correr tudo bem?

Entramos na contagem decrescente para o novo ano letivo. O primeiro ano do chamado "novo normal" ou lá como lhe queiram chamar. O trabalho de casa parece estar feito, mas a prática será, necessariamente, diferente da teoria e é fácil perceber que se aproximam os novos desafios para pais, alunos, professores e funcionários. Como ter distância social numa sala com 28 alunos? Essa é só uma das questões que, por estes dias, atormentam os encarregados de educação e toda a comunidade escolar.

salomé filipe

Todos os caminhos vão dar ao Gerês

As praias do Algarve estão mais desertas, este ano, devido à pandemia e à consequente diminuição do número de turistas. Mas o mesmo não se pode dizer do Gerês, da sua paisagem verdejante e das suas numerosas cascatas. Sem medo dos aglomerados de pessoas, muitos portugueses, entre os quais caras bem conhecidas, rumaram a norte. O resultado está à vista: um ano atípico para a região, onde não faltam o aumento da poluição, muitos acidentes e caos no estacionamento.

arnaldo martins

Manchetes a alta velocidade

E, de repente, meio mundo ficou mais atento ao desporto motorizado, no caso ao motociclismo. Mérito de Miguel Oliveira, que fez história na Áustria, ao vencer o Grande Prémio da Estíria, ainda por cima com nota artística, após uma dupla ultrapassagem na última curva. Um momento épico que voltou a demonstrar que Portugal tem estrelas noutras modalidades, para além do futebol. Daí as manchetes que os jornais (e bem) dedicaram a Miguel Oliveira, que tem agora a responsabilidade de manter a chama acesa e saber lidar com os holofotes. O que, pela amostra, é "peanuts" para o número 88.

Luxo é poder ir ao teatro em agosto

"Nestes tempos de pandemia, em que o medo da proximidade e o perigo da proximidade nos lembrou a nossa fragilidade, o teatro parece que era uma das vítimas designadas deste medo. Porque o teatro faz-se de proximidade, faz-se de público e plateia. Uma espécie de necessidade biológica e espiritual, como dizia Grotowski [diretor de teatro polaco 1933-1999]. E isso foi-nos negado. Agora, que retomamos a nossa atividade, com todas as condições de segurança, com toda a vontade de tirar o medo das pessoas, urjo-vos a virem ao teatro