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arnaldo martins

Menos 45% de posse de bola

O campeonato parou para não haver desculpas e todos irem às urnas, mas 45.5% dos eleitores preferiram não entrar em campo. São opções, mas quem fica no banco de suplentes limita-se a ver jogar e não decide nada. É quase como oferecer 45% de posse de bola ao adversário. "Peguem lá na bola e venham atrás de mim", é mais ao menos essa a mensagem. Ter mais posse de bola pode não ser decisivo - o Barcelona, de Guardiola, também perdia - mas ajuda a ganhar jogos. Sem bola, é mais difícil marcar golos.

eduardo pinto

E quem paga é… a vaca

Nunca fui grande adepto de carne de vaca. Para ser sincero, em criança e na juventude detestava-a. Só comia se a minha mãe me obrigasse e era ao faz-de-conta. Preferia ficar com fome do que engolir aquilo. Não, não era vegetariano. Na altura, nem se falava disso. Tampouco se falava do aquecimento global. Já estava bem entrado nos vintes quando me aventurei. Mas não por uma qualquer. Ainda hoje prefiro se for certificada e nada de mal passada. Mesmo assim chega-me ao prato uma ou duas vezes por mês. E se não chegar nenhuma não há problema.

alexandra figueira

Os 20s desta vida

Queres ter um bom emprego, com bom salário? Escolhe bem o curso que vais tirar. Se tiveres nota para lá chegar. Este ano, metade dos candidatos ao ensino superior entrou no curso desejado e a esmagadora maioria (90%) encontrou um lugar numa universidade ou politécnico. Mas isso não significa que estejam todos em igualdade de circunstâncias. Os cursos e as instituições não são todas iguais, não dão acesso ao mesmo tipo de trabalho, com remunerações equivalentes.

salomé filipe

"...porque a minha mãe teve uma amiga que morreu no mar"

Desde pequena que brindo quem está comigo na praia com o alerta "entra com calma na água". E se a pessoa barafusta, é certo e sabido que eu acrescento sempre "porque que a minha mãe teve uma amiga que morreu no mar". Não há verão que não repita o triste episódio. Faço-o mais do que uma vez por época. É que teve mesmo. A minha mãe, em jovem, teve uma amiga que entrou em paragem cardiorrespiratória, ao mergulhar no mar gelado depois de horas seguidas de exposição solar. Alertar para os múltiplos perigos do mar (e dos rios, riachos e afins) nunca me parece excessivo. Muito menos em dias como hoje.