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arnaldo martins

O desafio de André Gomes

Esqueçam a bola. A imagem do fim-de-semana é a lesão arrepiante de André Gomes, internacional português que alinha no Everton. Um médio de qualidade, elegante, made in F. C. Porto, Boavista e Benfica. Aos 26 anos, o futebolista que joga de rosto fechado prepara-se para enfrentar o maior desafio da carreira. A grave lesão implica um longo período de paragem e complica a ambição do jogador, que, certamente, procurava regressar à seleção nacional. Também ele é um dos heróis da conquista do Europeu, em 2016.

salomé filipe

Se eu nunca me esqueci, que fará ela

Corria o ano de mil novecentos e troca o passo, andaria eu no primeiro ou no segundo ano da Escola Primária, quando descobri que a escola não é sempre aquela segunda casa, segura, que deveria ser. Se fosse, eu não teria assistido à minha professora, que tão amistosa e afável era comigo, a bater com a cabeça da uma colega minha no quadro de lousa pendurado na parede. E, depois, contra uma mesa, agarrando-lhe nos cabelos. O motivo da agressão? A aluna era um pouco lenta na aprendizagem e, consequentemente, não conseguia resolver um problema que estava no quadro. Não foi mal-educada. Não chamou nomes à professora. Não gritou. Não fez nada. E o problema foi esse: não fazer nada. Naquele dia, a lição mais dura não foi escrita a giz, mas ficou na memória para sempre: o ser humano é um bicho estranho.

arnaldo martins

Menos 45% de posse de bola

O campeonato parou para não haver desculpas e todos irem às urnas, mas 45.5% dos eleitores preferiram não entrar em campo. São opções, mas quem fica no banco de suplentes limita-se a ver jogar e não decide nada. É quase como oferecer 45% de posse de bola ao adversário. "Peguem lá na bola e venham atrás de mim", é mais ao menos essa a mensagem. Ter mais posse de bola pode não ser decisivo - o Barcelona, de Guardiola, também perdia - mas ajuda a ganhar jogos. Sem bola, é mais difícil marcar golos.

eduardo pinto

E quem paga é… a vaca

Nunca fui grande adepto de carne de vaca. Para ser sincero, em criança e na juventude detestava-a. Só comia se a minha mãe me obrigasse e era ao faz-de-conta. Preferia ficar com fome do que engolir aquilo. Não, não era vegetariano. Na altura, nem se falava disso. Tampouco se falava do aquecimento global. Já estava bem entrado nos vintes quando me aventurei. Mas não por uma qualquer. Ainda hoje prefiro se for certificada e nada de mal passada. Mesmo assim chega-me ao prato uma ou duas vezes por mês. E se não chegar nenhuma não há problema.