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Jesus ainda é só um Victan

Jorge Jesus foi, por fim, apresentado como novo treinador do Benfica e o que já era uma suspeita mais ou menos consensual, ficou ainda mais claro: Luís Filipe Vieira não quis, simplesmente, um treinador. Ainda por cima, no atual contexto, dias depois de ver o maior rival consolidar o domínio interno. O presidente benfiquista queria (precisava?) mais do que isso: queria um garante, alguém que, no mínimo, seja capaz de ser um ponto de viragem, pelo menos no entusiasmo.

Os "underdogs" da Liga

Fim de festa na mais longa edição da Liga e para a última jornada sobraram as emoções europeias e de quem sobreviveu à descida. Com a questão do título decidida com antecedência, as atenções viraram-se para os "underdogs", os pequenos que desafiaram os grandes e animaram o campeonato, e, nesse contexto, o Rio Ave, de Carlos Carvalhal, acabou por ser mais feliz. Uma festa merecida, obtida no detalhe, que premeia uma equipa com dedo de treinador, que soube sempre interpretar um futebol positivo.

nuno a. amaral

São 15,3 mil milhões, senhores

A discussão em Bruxelas durou desde sexta-feira, mas ao quarto dia houve fumo branco do Fundo de Recuperação da União Europeia, embora as negociações ainda não estejam concluídas. Segundo António Costa, Portugal vai receber 15,3 mil milhões de euros de Bruxelas para combater a crise económica gerada pela pandemia de covid-19, menos 400 milhões do que estava previsto, num pacote total de 390 mil milhões de subvenções para os 27 Estados-membros.

arnaldo martins

O treinador e a boa imprensa

Faz-me confusão que um treinador passe de bestial a besta só por causa de um ciclo negativo. Lamentavelmente, cá pelo burgo, a escassa cultura desportiva é gritante e de uma semana para outra, ou do dia para a noite, colocam-se os treinadores nos píncaros ou na porta da saída. O mesmo acontece noutras áreas, mas como não há mediatismo a coisa passa ao lado. Até há bem pouco tempo, Bruno Lage era o novo herói da nação benfiquista, mas agora já é descartável e só se mantém no comando, por não ter apresentado a demissão, o que iria permitir ao Benfica poupar uns bons milhões na indemnização. Fez bem, Lage. Assim como fez bem ao lamentar e explicar o que quis dizer quando meteu os jornalistas ao barulho. Entra-nos pelos écrans e pelos jornais, pela milésima vez, a notícia que Jorge Jesus será o futuro treinador do Benfica. Luís Filipe Vieira parece que acorda e adormece a pensar no técnico do Flamengo, mas não foi o presidente do Benfica que abdicou do mesmo "JJ" há cinco anos? O mesmo "JJ" que depois foi para o rival Sporting e abriu uma ferida no coração encarnado. No futebol, tal como na vida, a memória é curta e o que conta é o momento. Jorge Jesus tem os seus méritos, mas também tem boa imprensa. Não é politicamente correto, mas é a (minha) realidade. Este "JJ" também é o mesmo que colocou David Luiz a defesa esquerdo e saiu goleado (5-0) no Dragão. Ou seja, a tal história do bestial a besta. Jesus é competente, mas também não é a última "Coca-Cola" no deserto. Como diz um amigo meu, de Leça da Palmeira, gostava era de ver o Jorge Jesus ou o José Mourinho a treinar o Leça e a conquistarem títulos. Vítor Oliveira, o rei das subidas à Liga (são 10 no currículo), desarma qualquer um quando lhe perguntam o segredo do sucesso. "É ter bons jogadores", limita-se a dizer. É difícil perceber isso? Um treinador é peça chave, mas sem jogadores de qualidade... fica difícil.

nuno a. amaral

O mistério das 15 freguesias

1. Ao fim de várias semanas em que a região de Lisboa e Vale do Tejo fez disparar o número de infeções por covid-19 em Portugal, o Governo liderado por António Costa decidiu esta segunda-feira tomar um conjunto de medidas que visam controlar o surto. No novo quadro legal, destaca-se a continuação do estado de calamidade na região e a ordem para a PSP punir os ajuntamentos de pessoas em violação das regras em vigor: 20 no máximo em todo o país, número que baixa para dez pessoas em Lisboa e arredores.

arnaldo martins

Grandes mas pouco

Ao fim de duas jornadas da retoma da Liga, percebe-se que os "grandes" vão ter muitas dificuldades até final da época. F. C. Porto e Benfica discutem o título, mas jogam pouco, sem nota artística. Nesta fase, com a agravante da quebra física e a falta do calor humano nas bancadas, o que equilibra os pratos da balança a favor das outras equipas. Neste arranque em falso junta-se o Sp. Braga, que ainda fez pior, com duas derrotas, e tem agora o terceiro lugar seriamente ameaçado pelo Sporting e também pelo Famalicão, o líder desta "Liga Covid", com o pleno de vitórias (F. C. Porto e Gil Vicente).

carla soares

Do xadrez das Finanças ao tabuleiro do Banco de Portugal

O xadrez das Finanças está resolvido, com três novos secretários de Estado na equipa de João Leão. Falta colocar uma última peça, mas num tabuleiro bem diferente e numa partida controversa. Um dia depois de Mário Centeno ter admitido que qualquer economista gostaria de ser governador do Banco de Portugal, o tema gerou polémica. E o PAN tenta o apoio do PSD para impedir essa passagem.

salomé filipe

Em que é que ficamos, OMS?

Como se não bastasse a desinformação constante, uma (acredito eu) intencional, outra não, a que temos assistido nos últimos meses, à conta de uma pandemia que virou o mundo do avesso, continuam a surgir informações que baralham o mais comum dos mortais. No dia em que se soube que a Organização Mundial de Saúde (OMS) tinha afirmado que era raro pessoas sem sintomas transmitirem o novo coronavírus, a mesma entidade, mais tarde, veio dizer que afinal não se pode tirar essa conclusão. Em que ficamos?