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arnaldo martins

Haverá sempre o antes e o depois da Covid-19

Acorda-se e por uns minutos parece que foi só um pesadelo. Quem já não teve a sensação? A verdade é que estamos a viver um filme da vida real e ninguém estava preparado para as consequências de uma pandemia em pleno século XXI. A partir de agora, haverá sempre o antes e o depois do novo coronavírus, o tal que, no início, não foi levado a sério por alguns dos líderes mundiais (?) como Trump, Boris Johson e Bolsonaro. Quando ouço o presidente dos EUA acusar um repórter de sensacionalismo por este ter perguntado o que teria para dizer aos cidadãos que estão assustados questiono-me como foi possível termos chegado até aqui.

arnaldo martins

Retoma à bomba

Independentemente da prestação do Benfica em Barcelos, no fecho da 22.ª jornada, está confirmada a retoma portista. Após a derrota na final da Taça da Liga, com o Braga, Sérgio Conceição despejou o saco e falou em falta de união no clube. Soaram os alarmes, mas Pinto da Costa reiterou a confiança no treinador e a equipa respondeu em campo, obtendo cinco vitórias consecutivas na Liga, uma delas no clássico com o Benfica, e a últimas delas frente ao Portimonense com um golão de Alex Telles. A ferida que Conceição abriu ainda está por estancar, mas que as vitórias são os melhores medicamentos, isso ninguém duvida...

carla soares

Luto na política

Esta sexta-feira fechou uma semana de luto com três mortes no mundo da política, de dois ex-governantes, Pina Moura e João Ataíde das Neves, e do socialista Pedro Baptista. Também a morte do escritor e colunista Vasco Pulido Valente foi notícia esta tarde. As mensagens recordando o contributo destas figuras multiplicaram-se nos discursos e nas redes sociais. Na Internet, cresceu também a onda de revolta contra o cavaleiro João Moura, perante as fotos dos cães de raça Galgo que deixou subnutridos, um dos quais morreu. Nove foram acolhidos por uma associação, que lançou uma campanha de donativos.

salomé filipe

São lágrimas de Portugal

Não se sabe porquê, não se sabe quando, não se sabe quem. Só se sabe que, esta terça-feira, várias estátuas do Porto foram vandalizadas e pintadas com "lágrimas" azuis. E que, no ano passado, por esta altura, aconteceu o mesmo. Não deixa de ser irónico, no entanto, que isto aconteça por estes dias. Primeiro, que aconteça no rescaldo de um país que chora, solidário, pelos insultos racistas de que foi alvo Marega, o jogador do Futebol Clube do Porto. Depois, porque no dia em que as pinturas foram feitas nas estátuas, há motivos para tristeza, de norte a sul.

arnaldo martins

Areia para os olhos

Ou mais um dia no futebol português. É a isso que se refere o título. Houve clássico, dos bons, no Dragão, mas no "day-after" o que se fala é do homem do apito e dos erros de arbitragem. Desta vez, é o Benfica, que até sugere a entrada em cena dos árbitros estrangeiros, mas noutras ocasiões já foram outros. E, nesta matéria, do "quem não chora, não mama", os grandes têm todos telhados de vidros. Pergunto-me se o adepto ainda consome a cantiga ou percebe que, na maior parte das vezes, estas queixinhas servem só para atirar areia para os olhos. Não há pachorra.