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arnaldo martins

O treinador e a boa imprensa

Faz-me confusão que um treinador passe de bestial a besta só por causa de um ciclo negativo. Lamentavelmente, cá pelo burgo, a escassa cultura desportiva é gritante e de uma semana para outra, ou do dia para a noite, colocam-se os treinadores nos píncaros ou na porta da saída. O mesmo acontece noutras áreas, mas como não há mediatismo a coisa passa ao lado. Até há bem pouco tempo, Bruno Lage era o novo herói da nação benfiquista, mas agora já é descartável e só se mantém no comando, por não ter apresentado a demissão, o que iria permitir ao Benfica poupar uns bons milhões na indemnização. Fez bem, Lage. Assim como fez bem ao lamentar e explicar o que quis dizer quando meteu os jornalistas ao barulho. Entra-nos pelos écrans e pelos jornais, pela milésima vez, a notícia que Jorge Jesus será o futuro treinador do Benfica. Luís Filipe Vieira parece que acorda e adormece a pensar no técnico do Flamengo, mas não foi o presidente do Benfica que abdicou do mesmo "JJ" há cinco anos? O mesmo "JJ" que depois foi para o rival Sporting e abriu uma ferida no coração encarnado. No futebol, tal como na vida, a memória é curta e o que conta é o momento. Jorge Jesus tem os seus méritos, mas também tem boa imprensa. Não é politicamente correto, mas é a (minha) realidade. Este "JJ" também é o mesmo que colocou David Luiz a defesa esquerdo e saiu goleado (5-0) no Dragão. Ou seja, a tal história do bestial a besta. Jesus é competente, mas também não é a última "Coca-Cola" no deserto. Como diz um amigo meu, de Leça da Palmeira, gostava era de ver o Jorge Jesus ou o José Mourinho a treinar o Leça e a conquistarem títulos. Vítor Oliveira, o rei das subidas à Liga (são 10 no currículo), desarma qualquer um quando lhe perguntam o segredo do sucesso. "É ter bons jogadores", limita-se a dizer. É difícil perceber isso? Um treinador é peça chave, mas sem jogadores de qualidade... fica difícil.

nuno a. amaral

O mistério das 15 freguesias

1. Ao fim de várias semanas em que a região de Lisboa e Vale do Tejo fez disparar o número de infeções por covid-19 em Portugal, o Governo liderado por António Costa decidiu esta segunda-feira tomar um conjunto de medidas que visam controlar o surto. No novo quadro legal, destaca-se a continuação do estado de calamidade na região e a ordem para a PSP punir os ajuntamentos de pessoas em violação das regras em vigor: 20 no máximo em todo o país, número que baixa para dez pessoas em Lisboa e arredores.

arnaldo martins

Grandes mas pouco

Ao fim de duas jornadas da retoma da Liga, percebe-se que os "grandes" vão ter muitas dificuldades até final da época. F. C. Porto e Benfica discutem o título, mas jogam pouco, sem nota artística. Nesta fase, com a agravante da quebra física e a falta do calor humano nas bancadas, o que equilibra os pratos da balança a favor das outras equipas. Neste arranque em falso junta-se o Sp. Braga, que ainda fez pior, com duas derrotas, e tem agora o terceiro lugar seriamente ameaçado pelo Sporting e também pelo Famalicão, o líder desta "Liga Covid", com o pleno de vitórias (F. C. Porto e Gil Vicente).

carla soares

Do xadrez das Finanças ao tabuleiro do Banco de Portugal

O xadrez das Finanças está resolvido, com três novos secretários de Estado na equipa de João Leão. Falta colocar uma última peça, mas num tabuleiro bem diferente e numa partida controversa. Um dia depois de Mário Centeno ter admitido que qualquer economista gostaria de ser governador do Banco de Portugal, o tema gerou polémica. E o PAN tenta o apoio do PSD para impedir essa passagem.

salomé filipe

Em que é que ficamos, OMS?

Como se não bastasse a desinformação constante, uma (acredito eu) intencional, outra não, a que temos assistido nos últimos meses, à conta de uma pandemia que virou o mundo do avesso, continuam a surgir informações que baralham o mais comum dos mortais. No dia em que se soube que a Organização Mundial de Saúde (OMS) tinha afirmado que era raro pessoas sem sintomas transmitirem o novo coronavírus, a mesma entidade, mais tarde, veio dizer que afinal não se pode tirar essa conclusão. Em que ficamos?

nuno a. amaral

A segunda vaga

Depois de semanas a fio em que a existência de uma segunda vaga de covid-19, lá mais para o outono ou inverno, foi dada como quase certa, eis que a Organização Mundial de Saúde vem dizer que, afinal, poderá não ser bem assim. "Os modelos de previsão avançam muitas possibilidades, desde novos surtos pontuais a uma nova vaga importante, mas esta última possibilidade é cada vez mais de descartar", afirmou a espanhola Maria Neira, diretora do departamento de Saúde Pública da OMS, recomendando, ainda assim, "muita prudência e bom senso" numa fase "muito crítica" da pandemia.